Florianópolis
Florianópolis, ou Floripa, como também é conhecida é uma ilha de 424 quilômetros quadrados onde 40% é Mata Atlântica. A capital de Santa Catarina conversa um jeito provinciano mas possui cenários para diversos gostos, desde os mais antenados e urbanos ao mais rústicos e primitivos.
A ilha de Florianópolis possui 42 praias. Mas se você quiser contar com as que aparecem nos costões durante a maré baixa, esse número pula para quase cem.
Diferente de outras regiões brasileiras, as estações do ano são bem definidas por lá, ou seja, o verão é quente e o inverno, tem temperaturas baixas, ou em outras palavras, frio! Mas é sempre bom procurar informações sobre as praias protegidas pelos ventos pois em qualquer época do ano você corre o risco de pegar o vento sul que faz com que a sensação térmica chege a 10 ºC abaixo da temperatura real.
A melhor opção para quem quer conhecer todas ou quase todas as praias da ilha é hospedar-se na região central, pois o acesso é facilitado para qualquer lado. Se você não for de carro, é melhor alugar um pois os táxis são caros e os ônibus do sistema de transporte coletivo da cidade demoram para passar pois as distâncias são consideráveis, afinal, são 54 quilômetros que separam a ponta norte da ponta sul.
Costa Norte
A costa norte é escolhida pelas famílias com filhos pequenos pois o mar neste lado da ilha é mais calmo e a água tem uma temperatura mais convidativa para os banhistas. Com esses atrativos foi o primeiro lugar da ilha a chamar a atenção dos turistas, assim, hoje é bastante urbanizada e conta com dezenas de hotéis e pousadas. O norte da ilha pode ser dividido em “mar de dentro” e “mar de fora”. O “mar de dentro” que fica virado para o continente tem praias de mar mais calmo e águas mornas. Lá estão as praias de Canasvieiras, Jurerê e Ponta das Canas. Do lado do “mar de fora”, que é virado para o oceano Atlântico, as ondas batem forte e trazem as correntes de água fria, que fazem baixar um pouco a temperatura da água. Lá estão as prais dos Ingleses e Brava. A praia Brava encanta pela suas belezas e é ponto de encontro dos jovens locais.
Ainda na costa norte as praias de Daniela, Santinho e Lagoinha do Norte também se destacam.
Praias do Leste
Na região central da ilha, próximo a Lagoa da Conceição, voltadas para o mar aberto estão duas praias bem frequentadas por jovens, onde a paquera rola solta, e pelos surfistas pois o mar é agitado e tem boa formação de ondas, que são a Praia da Joaquina e Mole. Os surfistas têm uma outra opção na mesma direção lesta, a praia de Moçcambique. Esta praia conserva-se selvagem e deserta.
Sul da Ilha
Nesta região da ilha, a água é gelada e as praias são semi-selvagens. Lá, também, pode-se encontrar os autênticos nativos da região chamados de “manezinhos”. As praias de Pântano do Sul, Armação e Matadeiro preservam vilas de pescadores.
A praia da Lagoinha do Leste é um roteiro de ecoturismo bastante procurado é uma das mais bonitas praias de Florianópolis. As praias do Naufragados e da Solidão são belas mas pouco frequentadas.
Lagoa da Conceição e Centro da Cidade
A Lagoa da Conceição
PRAIAS DE FLORIANÓPOLIS
1. DANIELA
Com águas claras, calmas e mornas, é procurada por famílias e ideal para crianças pequenas. No final, o encontro do rio Ratones com o mar forma uma lagoa. Bem em frente à praia vêem-se a ila Ratones e seu forte.
2. JURERÊ INTERNACIONAL
Com mar manso e areia fina, esta praia aloja um condomínio e casas para alugar na alta temporada. Uma área de preservação protege a vegetação que a envolve. Quatro restaurantes oferecem cadeiras de praia e guarda-sóis. Ao lado de Jurerê Internacional encontra-se a praia do Forte, onde foi construída a fortaleza de São José da Ponta Grossa.
3. PONTA DAS CANAS
Praia com poucas casas, é a final de uma extensa faixa de areia com vista para o continente, que se inicia em Canasvieiras. Do costão, voltado para o oeste, tem-se uma vista privilegiada do pôr-do-sol. Partindo dele, uma trilha de meia hora leva à vizinha Lagoinha do Norte.
4. LAGOINHA DO NORTE
Praia de águas calmas e transparente. O costão do lado direito e excelente para a prática de mergulho livre. Uma caminhada de 20 minutos a partir daí leva à ponta do Rapa, extremo norte da ilha de Santa Catarina. No canto direito, próximo a saída de uma lagoa, há alguns bares e restaurantes.
5. BRAVA
Mar forte, de tombo, que atrai surfistas. A estrada de acesso atravessa um morro, de onde se pode ver toda a praia. Infelizmente, condomínios de prédios de até quatro andares prejudicam um pouco a paisagem.
6. INGLESES
É uma das mais urbanizadas da ilha, com infra-estrutura para receber grande fluxo turístico. No canto direito está o Museu do Naufrágio, que exibe peças de um navio espanhol que ali naufragou no século XVII.
7. SANTINHO
Praia em cujos costões foram encontradas inscrições rupestres. Suas ondas grandes – às vezes com tudo – atraem surfistas. Um resort toma todo o canto direito da praia. No canto esquerdo, praticamente deserto, há dunas.
8. MOÇAMBIQUE
Longa e selvagem, tem 13 quilômetros de extensão e está dentro do Parque Florestal do Rio Vermelho. Nela não há sequer uma barraquinha de bebida. À noite, náo é seguro andar por ali.
9. BARRA DA LAGOA
Côlonia de pescadore com águas mais calmas que as da vizinha Moçambique – suas ondas são ideias para surfistas principiantes. Há boa concentração de pousadas simples, casas para alugar na temporada e restaurantes despojados. Uma ponte pênsil dá acesso ao costão, onde há um farol e piscins naturais boas para mergulho.
10. GALHETA
Acessível por trilhas que saem do costão esquerdo da praia Mole ou da Barra da Lagoa, é zona da preservação. Tem local para nudismo. A água é bem menos gelada e mais calma que a da praia Mole. Nos paredões de pedra no costão esquerdo há inscrições rupestres.
11. MOLE
O mar frio e bravo – perigoso para banhistas – atrai surfistas e, consequentemente, muitos jovens, tornando o local ideal para paquera. No final da praia, antes de chegar à Galheta, fica o point gay da ilha. O acesso à Mole costuma ter trânsito complicado.
12. JOAQUINA
Suas ondas são ideias para campeonatos de surfe, e as dunas, para o sandboard, uma espécie de snowboard na areia. Nos últimos anos, Joaquina tem recebido a visita de dezenas de ônibus de excursão, que se concentram no seu canto esquerdo. Se você quiser sossego, caminhe para o outro lado, em que a praia fica mais deserta. No extremo sul, encontra-se Campeche, onde há um vilarejo.
13. ARMAÇÃO
O nome se refere ao local em que se aparelhavam os barcos de caça às baleias entre os séculos XIX e XX. As ondas atraem os surfistas, que suportam as águas geladas. Daqui se alugam barcos para passeios à ilha do Campeche.
14. MATADEIRO
Chega-se à praia por uma trilha de dez minutos, a partir de Armação. Trata-se do único lugar na ilha onde se pode alugar uma casa de frente para a praia a um preço modesto. O mar forte atrai surfistas.
15. LAGOINHA DO LESTE
Praia selvagem e envolvida pela vegetação nativa, com dunas, rio e lagoa. De mar forte, com tubos, é considerada a mais bonita e isolada da ilha. Só se chega a ela por trilhas a partir de Pântano do Sul ou de Matadeiro.
16. DA SOLIDÃO
O nome diz tudo: é para quem quer fugir do agito. Cercada por um morro, é acessível por carro, depois de um longo sobre-e-desce.
17. NAUFRAGADOS
Só se chega a esta praia por trilha ou de barco a partir de Caieiras de Barra do Sul. A paisagem paradisíaca compensa todo o esforço. Não perca a vista proporcionada pelo farol. Em Naufragados, há uma colônia de pescadores, camping e casas para alugar.
Cercando a Ilha de Florianópolis, têm diversas ilhotas. Tem a Ilha Ratones Pequena, Ilha Ratones Grande, Ilha das Aranhas, Ilha do Xavier, Ilha do Campeche, Ilha Moleques do Sul, Ilha Irmã de Fora, Ilha Irmã Pequena, Ilha Irmão do Meio.
LAGOA E REGIÃO CENTRAL
A famosa Lagoa da Conceição fica na região central da ilha e serve de passagem para as badaladas praias da Joaquina e Mole. O trânsito é intenso, engarrafamento nos fins de semana e feriados e a noite é ponto de agitação e paquera na certa.
Ao redor da Lagoa fica o chamado Centrinho, onde se concentram restaurantes italianos, mexicanos, portugueses e japoneses, além das pizzarias, é claro! Mas também tem barzinhos e muitos barzinhos. No ancoradouro dos barcos e na avenida das Rendeiras estão os restaurantes que servem sequência de frutos do mar.
Se você quer conhecer um lugar peculiar na Lagoa, então deve conhecer o Canto da Lagoa que é um povoado onde vivem pescadores e pessoas que procuram um estilo de vida alternativo. Lá você encontra restaurantes com preços mais acessíveis. Para chegar no povoado você pode ir de barco de linha, que saem do ancoradouro da Lagoa ou por uma trilha de 7 quilômetros. A escolha de como chegar lá vai de acordo com o pique do turista.
Doze quilômetros distante da Lagoa da Conceição fica o centro da cidade que tem como cartão-postal uma das maiores pontes pênseis do mundo, a ponte Hercílio Luz. Essa ponte com 819 metros liga a ilha ao continente e é iluminada à noite. Um outro destino clássico na ilha é o Mercado Público que funciona numa construção datada de 1898. O Mercado Público fica na Av. Paulo Fontes, s/n, e funciona de segunda a sexta das 8h às 20h e nos sábados das 8h às 13h.
Quem gosta de conhecer e beber uma cervejinha naqueles bares famosos por sempre estar cheio de gente, deve conhecer o Box 32. O bar atrai cliente pelo bem recheado e delicioso pastel de camarão que vem acompanhado de molho de pimenta e cachaça de fabricação própria. Quem quiser ligar no bar o telefone é (48) 3224-5588. Ele funciona de segunda a sexta das 10h às 22h e sábado das 10h às 15h.
Um outro prédio bastante interessante é a Casa da Alfândega, que fica em um prédio de 1876. Hoje o edifício foi transformado em uma galeria de artesananto catarinense, onde você pode encontrar rendas de bilro e miniaturas de figuras do boi-de-mamão. O boi-de-mamão para quem não sabe é uma versão local do bumba-meu-boi do Maranhão. O endereço da Cada de Alfândega é rua Cons. Mafra, 141. O telefone é (48) 3028-8100 e funciona de segunda a sexta-feira das 9h às 18h e nos sábados das 8h às 12h.
Se você gosta de apreciar a arquitetura e conhecer mais sobre a história do Brasil, deve dar uma caminhada pelos arredores da Praça Quinze. Esta praça tem casarões antigos de arquitetura açoriana com casas geminadas, construídas com sal de conchas e óleo de baleia. Mas a contribuição açoriana na ilha não termina por aí. Os imigrantes açorianos chegaram na ilha entre 1748 e 1756 e viveram da caça de baleias, da pesca e da plantação de mandioca.
Em Santo Antônio de Lisboa e em Ribeirão da Ilha, os primeiros vilarejos fundados por estes imigrantes, é possível ver as antigas construções no estilo arquitetônico vindo de Açores. Em ambos os locais há restaurantes à beira-mar, que servem mariscos e ortras.
A Ilha de Floranópolis não está sozinha, ao redor dela tem várias outras ilhotas e você pode passear de barco pela região e visitar uma destas ilhas menores.
Quem gosta de praticar mergulho de ir até a ilha de Campeche e não pode deixar de fazer as trilhas que levam a uma caverna e às 150 inscrições rupestres que foram responsáveis para tornar o lugar patrimônio histórico.
Nas ilhas de Anhatomirim e Ratones Grande, as atrações são os fortes, erguidos pelos portugueses no século XVIII para proteger a colônia, mas dos quais jamais saiu um tiro. Boa parte das construções foi restaurada e está aberta à visitação.
Em Anhatomirim, o forte de Santa Cruz do Anhatomirim, de 1744, reina como o maior e o mais antigo de Florianópolis.
Se você for a Ratones Grande, lá fica o forte de Santo Antônio de Ratones. Você também deve visitar o que sobrou do quartel e do armazém de pólvora e explorar as trilhas da mata atlântica.
